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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Português: como não errar!!

Faz tempo que não posto aqui no blog. E hoje, depois de conversar com uma aluna formada em Direito e que procura uma vaga em concurso público, depois tantas risadas sobre casos engraçadíssimos em que amigos e conhecidos cometiam gafes impensáveis na busca pela comunicação verbal correta, me vi obrigada a escrever um pouco sobre alguns errinhos, bobos, que são cometidos em conversas informais, que se deflagram em conversas formais no  momento em que o emissor quer "fazer bonito", acaba "enterrando o pé na jaca" e mostrando ao receptor qual é realmente o seu nível cultural. 

Então, vamos lá! Mãos à obra!!

Primeiro de tudo e não mais importante do que todas as outras dicas:
Mulheres falam: OBRIGADA e homens falam OBRIGADO!

Subsídio é subsídio e não subZídio. Pronuncie corretamente. Lembre-se de subsolo. Ou você fala subZolo?

Nunca, jamais, em tempo algum, fale interÍm!!! A palavra ínterim é uma proparoxítona e o acento indica isto. É Ínterim!!!!!!!

A próxima eu canso de ouvir profissionais de todas as áreas falando aos quatro ventos:
Ele é de menor (ou de maior). E conseguem piorar a frase, pronunciando: "Di menor e di maior. Nãããão!!!!!
Use "maior de idade ou menor de idade", por favor!

Conjugue o verbo VER corretamente no Futuro do Subjuntivo. Ou seja, se você VIR o filme, me fale como foi. Ok? Se você VER o filme, nem fale comigo.

Não fale SEJE nem ESTEJE de modo algum e em lugar nenhum. Nem mesmo sozinho, no banheiro e com a luz apagada.
Assim, seja feliz e esteja em paz!!!!!

Em breve mais dicas.
Ah! E também aceito sugestões.
Beijos da Juju!!
=D

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aula Particular de Português em Joinville - SC

Uma pessoa é sempre diferente da outra. Não existe um modelo padrão de indivíduo, personalidade idêntica e nenhuma pessoa possui todas as habilidades iguais à outra, mesmo que tenha a mesma faixa etária e conviva nos mesmos ambientes.

No ambiente escolar, são diversos os alunos e, cada qual, possui suas habilidades, facilidades e dificuldades. Alguns têm facilidade em lidar com o grande grupo sem grandes conflitos, têm um bom nível de atenção e raciocínio rápido. Outros, ao contrário, são dispersos, não conseguem se concentrar por um longo tempo e precisam de mais atenção em cada explicação, em cada detalhe do assunto estudado.

Isso não significa que um melhor do que outro. São apenas diferentes, com habilidades em áreas diferentes.

Para estes alunos, nada melhor do que a experiência de um profissional em um ambiente em que o estudante sinta-se à vontade.
Para isso, a partir deste ano (2013) ofereço meus serviços com toda a experiência da formação no nível superior em Letras, especialização na área com habilitação em Literatura e a experiência de 10 anos em sala de aula.

Agende uma visita contatando-me pelo telefone: (47)92437727 ou e-mail julianefrancine@gmail.com


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Gestar II

Primeiro dia de curso, hoje, na presença de professoras de língua portuguesa da Rede Municipal de Ensino de Joinville, SC.
O curso foi ministrado pela professora Gládis Leal e Isabel Cristina Vegini que auxiliaram as professoras na criação de blogs para desenvolverem trabalhos com os alunos utilizando ferramentas tecnológicas.
Muito bom!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade me fascina com suas palavras. Observe a facilidade com que o autor transmite suas ideias e seus sentimentos através de uma linguagem subjetiva, mas simples. Frases curtas, mas claras. Incrível!
Este poema é um exemplo de texto literário, pois a linguagem é subjetiva e o autor recria uma realidade. Além disso, há um eu-lírico e o poeta transmite, através do texto, seus sentimentos e emoções.

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

(Resíduo)

domingo, 27 de março de 2011

Diferença entre "esse", "este" e "aquele"


"este", "esse" e "aquele", bem como suas flexões (isso, isto e aquilo), indicam a posição dos seres no espaço e relacionam-se às pessoas do discurso.

"Este" indica proximidade de quem fala (primeira pessoa), "esse" indica proximidade do interlocutor (segunda pessoa) e "aquele" assinala distanciamento em relação às duas primeiras pessoas.

Dizemos, por exemplo:

 "Este livro que eu tenho em mãos é excelente, mas eu já li esse livro que você está lendo".

Caso não esteja perto de nenhuma das duas pessoas, o livro passa a ser determinado pelo pronome "aquele". Assim:

"Você já leu aquele livro?".


Agora ficou fácil, não é?

Extraído de: http://favoritosfavoritos.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de março de 2011

Língua (letra e música de Caetano Veloso)

Na música Língua (1984), Caetano Veloso expõe a diversidade cultural do povo brasileiro que influencia diretamente a língua falada em nossa pátria, denominando-a língua mátria. Através da música, Caetano pede que valorizemos a nossa língua mãe que é composta de neologismos, estrangeirismos e variedades linguísticas; uma língua que, antes de seu portuguesa, já se faz brasileira.
Bilac disse que "Minha Pátria é minha língua" e Caetano utiliza-se desta expressão, trazendo a atenção para a língua nacional brasileira, que difere da portuguesa em questões culturais e históricas. Ou seja, cada língua carrega em si marcas de sua formação, influências significativas no decorrer da história política e social do país.

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala mangueira!
Fala!

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo choo de
Carmen Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homen
Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisas como Rã e Ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon Chevalier
Glauco Matoso e Arrigo Barnabé e Maria da
Fé e Arrigo barnabé

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?

Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o
Recôncavo
Meu medo!

A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria

A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria

Poesia concreta e prosa caótica
Ótica futura
Samba -rap, chic-left com banana
Será que ela está no Pão de Açúcar?
Tá craude brô você e tu lhe amo
Qué queu te faço, nego?
Bote ligeiro

Nós canto-falamos como que inveja negros
Que sofrem horrores no gueto do Harlem
Lívros, discos, vídeos à mancheia
E deixe que digam, que pensem e que falem.